Concessão de rodovias no RS gera resistência entre aliados de Leite
- Dejair De Castro
- 29 de mar.
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Atualizado: há 4 dias

Uma manifestação da deputada Nadine Anflor (PSDB), que é do partido do governador Eduardo Leite, contra a concessão das rodovias do bloco 2 deixou em evidência a insatisfação de integrantes da base governista com a proposta do Piratini. Ao longo dos últimos meses, deputados de diferentes partidos que compõem a base na Assembleia Legislativa têm feito movimentos ou manifestações, nem sempre públicas, contra a medida do Executivo.
Em vídeo publicado nesta semana, a deputada afirma ser contrária à concessão da forma apresentada pelo governo, considerando o tempo, o número de praças de pedágio e os valores propostos.
“Essa concessão decide por 30 anos toda a parte do Norte do Estado e também do Vale do Taquari, e não é a forma como foi apresentada, com o número de pedágios e os valores apresentados que, infelizmente, não cabem no bolso da população nesse momento”, afirma em vídeo nas redes sociais. Entre os aliados, o discurso é basicamente esse: não há problema nas concessões, mas, sim, pela forma em que está sendo feita e a região em que abrange.
O chamado bloco 2 inclui 32 municípios gaúchos da região Norte e do Vale do Taquari, com um total de 414,91 quilômetros de extensão e contemplando sete estradas (ERS-128, ERS-129, ERS-130, ERS-135, ERS-324, RSC-453 e BR-470). O edital, previsto para ser lançado em abril, prevê a criação de 24 praças de pedágio nessas sete rodovias, com valores que vão de R$ 5,29, o mais caro, a R$ 2,08, o mais barato.
Para atrair e ampliar os investimentos e reduzir o preço dos pedágios, o governo do Estado irá aportar R$ 1,3 bilhão, oriundos do Funrigs, Fundo do Plano Rio Grande que centra os recursos relacionados à reconstrução do Estado após as enchentes. Para complementar a cifra de R$ 6,7 bilhões em investimento que o governo vem publicizando, a concessionária que vencer o edital fará o restante do aporte de R$ 5,4 bilhões.
Fonte: Correio do Povo
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